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Gastronomia Hospitalar, suplementação e aceitação

Gastronomia Hospitalar e Suplementação

 

Dr. Daniel Magnoni

A gastronomia hospitalar pode utilizar os vários tipos de suplementos nutricionais industrializados no mercado, que são classificados em especializados ou padrão, sob forma de pó ou líquido pronto para beber, nutricionalmente completos ou incompletos (módulos).

Comercialmente apresentam variedade de sabores, podem também serem isentos de lactose e específicos para várias doenças, como câncer e diabetes, ulceras de pressão e imunoestimulantes(1)

A aceitação dos suplementos deve ser monitorada pela equipe clínica pois alguns indivíduos podem interromper o uso por monotonia, rejeição ao sabor ou em decorrência das alterações do paladar causadas por alguns tratamentos e patologias. Nestas situações, a aplicação da técnica dietética para criar receitas e preparações com o suplemento pode estimular e melhorar a aceitação (1,2,3).

Durante a internação hospitalar deve-se iniciar o processo de educação nutricional, seja do paciente, da família ou dos cuidadores. A equipe clínica deve receber informações sobre a ingesta e aos hábitos nutricionais, viabilizando, na sequencia, o desenvolvimento de receitas de culinária mais adequados ao gosto dos pacientes.

O uso de suplementos nutricionais orais após a alta hospitalar diminui complicações e melhora a evolução clínica e nutricional, gerando benefícios econômicos indiretos.(4)

As orientações de alta devem reforçar a sensação de que o suplemento, muito mais que um alimento, configura-se com terapia e faz parte de todo o arsenal terapêutico da equipe de saúde.

 

Referencia Bibliográficas

1)- Shima M, CS Marcílio, Nogueira OS. Terapia Nutricional Oral: Características, Composição e Indicação da Dieta e Suplementos Orais. In: Knobel E. Terapia Intensiva: Nutrição. São Paulo: Atheneu, 2005. p. 27-38.

2)- Arends J, Bodoky G, Bozzetti F, Fearon K, Muscaritoli M, Selga G, et al. ESPEN Guidelines on Enteral Nutrition: Non-surgical oncology. Clinical Nutrition. 2006;25(2):245-259.
3)- Stratton RJ, Elia M. Who benefits from nutritional support: what’s the evidence. Eur J Gastroenterol Hepatol. 2007;19(5):353-8.
4)- Milnes AC, Avenell A, Potter J. Meta-analysis: protein and energy supplementation in older people. Ann Intern Med. 2006;144(1):37-48.

trans 
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