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Exercício e o fluxo sanguíneo periférico

Uma das respostas agudas ao exercício físico é o aumento do fluxo sanguíneo para a musculatura em atividade, no entanto, nos indivíduos com ICC esta resposta não se manifesta tão precocemente quanto o esperado, provavelmente em decorrência das alterações vasculares já discutidas anteriormente.
No entanto, o treinamento físico regular parece contribuir para a restauração da função neuroendócrina dos pacientes portadores de ICC (29), inibindo a estimulação simpática e favorecendo a parassimpática tanto em repouso como no exercício, além de modular a resposta vasodilatadora periférica com melhora da função endotelial. Estes fatores associados levam a diminuição da resistência vascular periférica (RVP) e aumento do fluxo sanguíneo periférico.
Sabe-se atualmente que a regulação do tônus vascular é endotélio dependente, mediada pela contínua liberação de fatores constrictores e relaxantes derivados do endotélio. Um importante fator desencadeante da resposta vasodilatadora é o aumento do estímulo pulsátil na parede do endotélio vascular, provocado pelo maior fluxo sanguíneo, o que estimularia a produção de óxido nítrico e o consequente relaxamento do vaso. Recentemente foi demonstrado que o treinamento físico, pôr um período superior a quatro semanas, pode restaurar esta resposta dilatadora fluxo-dependente nos pacientes portadores de insuficiência cardíaca crônica (30) levando ao melhor aporte sanguíneo para a musculatura periférica e possível restauração das alterações estruturais das fibras musculares e da capacidade aeróbica destes indivíduos.

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